10 coisas surpreendentes que existem em Santa Catarina — algumas bem perto dos cânions
- Marketing Morada
Santa Catarina costuma ser apresentada por imagens bastante conhecidas: praias, cidades de colonização europeia, montanhas e alguns dos destinos turísticos mais visitados do Sul do Brasil.
Mas basta olhar com um pouco mais de atenção para descobrir histórias bem menos óbvias.
No sul do estado, é possível caminhar pelo interior de um cânion, encontrar macacos em uma área preservada de Mata Atlântica, acompanhar uma tradição de pesca que mobiliza comunidades inteiras e visitar uma cidade onde a herança italiana permanece presente na gastronomia e na arquitetura.
Há também baleias que se aproximam da costa, botos que colaboram com pescadores e águas que chegam naturalmente aquecidas à superfície.
Selecionamos dez curiosidades que mostram um lado surpreendente de Santa Catarina. Algumas delas estão bem perto da Morada dos Canyons.
1. Existe uma trilha que entra no interior do Cânion Itaimbezinho
A imagem mais conhecida dos cânions costuma ser aquela observada de cima, com grandes paredões recortando o horizonte. Em Praia Grande, existe uma maneira completamente diferente de perceber suas dimensões.
A trilha do Rio do Boi acontece na parte baixa do Cânion Itaimbezinho, dentro do Parque Nacional de Aparados da Serra. O percurso acompanha o leito do rio e passa entre os paredões, com travessias pela água e trechos de Mata Atlântica.
A perspectiva se inverte. Em vez de chegar à borda e olhar para baixo, o visitante está dentro da formação, olhando para cima.
O acesso ocorre pelo lado catarinense, a partir de Praia Grande, e a atividade exige acompanhamento de condutor credenciado. É uma experiência fisicamente exigente e bastante diferente das caminhadas realizadas na parte superior do Itaimbezinho.

2. Existe um parque de Mata Atlântica onde macacos-prego vivem entre as árvores
Às margens da BR-101, em Maracajá, uma área de 112 hectares preserva um remanescente de Mata Atlântica.
O Parque Ecológico de Maracajá abriga fauna nativa, e os macacos-prego estão entre seus moradores mais conhecidos. Parte dos animais vive livremente na mata, enquanto o parque também mantém espécies em recintos destinados ao trabalho de educação ambiental.
A proximidade com uma das principais rodovias do Sul torna o contraste ainda mais curioso: poucos quilômetros podem separar o movimento intenso da estrada de figueiras, mata fechada, aves e primatas.
É um pequeno retrato da biodiversidade que ainda resiste no sul catarinense.

3. Existe uma cidade onde a herança italiana continua presente nas ruas e à mesa
O nome já entrega uma pista: Nova Veneza.
A colonização da cidade começou no final do século XIX com a chegada de famílias italianas, e essa origem continua visível muito além do nome do município.
Casarões históricos, costumes preservados por descendentes, gastronomia típica e festas mantêm essa relação com a Itália. Nova Veneza é reconhecida como Capital Nacional da Gastronomia Típica Italiana e reúne restaurantes onde massas, polenta, galeto, vinhos e outras receitas fazem parte da identidade local.
Há ainda uma curiosidade que costuma surpreender quem chega ao centro da cidade: uma autêntica gôndola veneziana, doada pelo governo do Vêneto.
Todos os anos, a Festa da Gastronomia Típica Italiana reforça essa ligação com música, dança, culinária e o tradicional Carnevale di Venezia.

4. No mesmo litoral existem botos que pescam com seres humanos e baleias que chegam perto da costa
Laguna guarda uma das relações mais singulares entre animais silvestres e comunidades pesqueiras no Brasil.
Na Barra de Laguna, botos-nariz-de-garrafa participam de uma pesca cooperativa com pescadores artesanais. Os animais ajudam a conduzir cardumes, principalmente de tainhas, em direção à margem e dão sinais que são reconhecidos pelos pescadores como o momento de lançar as tarrafas.
Botos e seres humanos acabam se beneficiando da mesma pescaria.
E essa não é a única presença impressionante no litoral sul.
Durante a temporada reprodutiva, baleias-francas chegam às águas de Santa Catarina para acasalar, parir e cuidar dos filhotes. Laguna, Imbituba e Garopaba integram a Rota da Baleia Franca, e em determinados períodos do ano os animais podem ser observados a partir da costa.
Em uma mesma região, duas relações completamente diferentes entre seres humanos e grandes mamíferos marinhos acontecem a poucos quilômetros de distância.

5. Um farol aceso pela primeira vez em 1891 continua diante do Atlântico
No Cabo de Santa Marta, em Jaguaruna, uma torre branca permanece como referência diante do mar há mais de um século.
A luz do Farol de Santa Marta foi acesa pela primeira vez em 11 de junho de 1891. A estrutura possui 29 metros de altura e nasceu com uma função bastante objetiva: orientar a navegação em uma região da costa conhecida historicamente pelos desafios impostos aos navegadores.
Mas o farol acabou se tornando também um símbolo da paisagem local.
Ao redor dele, praias, dunas, costões e o oceano formam um dos cenários mais reconhecíveis do litoral sul catarinense. É daqueles lugares em que história e geografia aparecem na mesma fotografia.

6. Existe uma época do ano em que comunidades inteiras esperam pelo mesmo peixe
Quando as temperaturas começam a cair, outro acontecimento toma conta de diferentes pontos do litoral catarinense: a chegada da tainha.
A pesca artesanal não envolve apenas quem entra no mar.
Tradicionalmente, há quem observe a água em busca dos cardumes, pescadores preparados para lançar ou cercar as redes e pessoas que ajudam no arrasto quando chega o momento. Em algumas praias, moradores e visitantes se aproximam para acompanhar a movimentação.
O resultado vai além do pescado que chega à areia.
A safra movimenta restaurantes, famílias e comunidades que preservam conhecimentos transmitidos entre gerações. A importância é tamanha que a pesca artesanal da tainha é reconhecida como patrimônio cultural de Santa Catarina.
Durante algumas semanas, um peixe migratório consegue alterar o cotidiano de parte do litoral.
7. Existem águas que chegam naturalmente aquecidas à superfície
Santa Catarina também possui um território marcado pelo termalismo.
Em Gravatal, no sul do estado, águas minerais emergem naturalmente com temperatura em torno de 36 °C e deram origem a uma tradição turística construída ao redor de banhos termais.
A existência dessas fontes fez com que o município desenvolvesse hotéis, espaços de banho e outras estruturas ligadas às águas.
É um contraste interessante com outras imagens associadas ao sul catarinense. Em uma mesma viagem, é possível sair de regiões montanhosas, passar pelo litoral e encontrar águas naturalmente aquecidas brotando do subsolo.
8. Há lugares onde apagar as luzes revela uma paisagem que as cidades esconderam
Nem todas as descobertas da região aparecem durante o dia.
Em áreas afastadas dos grandes centros urbanos, a menor interferência da iluminação artificial permite perceber estrelas e outros elementos do céu que normalmente desaparecem sob o brilho das cidades.
A região dos cânions reúne locais onde essa diferença se torna especialmente perceptível. Depois que os paredões da Serra Geral desaparecem na escuridão, basta mudar a direção do olhar.
Na Serra do Faxinal, essa característica também deu origem à Rota Astronômica dos Canyons, realizada na Morada dos Canyons. A proposta combina contemplação, orientação de astrofotógrafos, observação por telescópio e astrofotografia.
E não é necessário conhecer astronomia para entender o encanto.
Às vezes, a descoberta é simplesmente perceber quantas estrelas estavam escondidas pela luz que faz parte das nossas noites.

9. Existe uma cidade aos pés de aproximadamente 11 cânions
Em Praia Grande, os cânions não são apenas atrações visitadas durante a viagem. Eles fazem parte do horizonte da cidade.
Localizada no trecho mais abrupto da Serra Geral, Praia Grande está cercada pelas formações dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, onde se encontram cerca de 11 cânions. É essa geografia que ajuda a explicar por que o município ficou conhecido como a Capital Catarinense dos Cânions.
Itaimbezinho e Malacara estão entre os nomes mais conhecidos, mas não são os únicos. Índios Coroados e Churriado também fazem parte dessa sequência de grandes formações que acompanha a região.
De determinados pontos, é possível observar diferentes entradas e paredões compondo uma verdadeira moldura ao redor do vale. A sensação ajuda a entender uma característica particular de Praia Grande: não é necessário chegar a um mirante para perceber que os cânions estão próximos.
Eles aparecem durante os deslocamentos, acompanham estradas rurais e surgem ao fundo de diferentes pontos da cidade. Na Serra do Faxinal, essa proximidade se torna ainda mais evidente.
Poucos destinos conseguem resumir tão bem sua geografia no próprio horizonte.
10. Existe uma mina de carvão onde visitantes podem entrar no subsolo
Criciúma carrega uma relação profunda com a mineração. Durante décadas, o carvão ajudou a transformar a economia, a paisagem e até a identidade da cidade.
Parte dessa história pode ser conhecida de uma maneira pouco convencional.
Na Mina de Visitação Octávio Fontana, o visitante entra em uma antiga área de mineração e percorre aproximadamente 300 metros pelo interior da mina. O trajeto pode ser realizado a pé ou a bordo de uma pequena locomotiva, réplica de um modelo utilizado no início do século XX.
Ao longo do percurso, elementos ligados à extração do carvão ajudam a mostrar como era o trabalho que marcou gerações de famílias da região.
Atualmente, é a única mina de carvão mineral aberta à visitação na América Latina.
Depois de conhecer Santa Catarina pelas praias, florestas e montanhas, terminar alguns metros abaixo da terra é uma maneira bastante inesperada de descobrir outro capítulo do sul do estado.

Bônus: no sul de Santa Catarina, existe um Hotel onde a própria estadia também pode surpreender
Depois de cânions, baleias, botos, águas termais, tradições centenárias e noites estreladas, há outra descoberta possível na região.
Na Serra do Faxinal, em Praia Grande, a Morada dos Canyons ocupa uma área cercada pela Serra Geral e transforma essa localização em parte da própria estadia.
As piscinas aquecidas mantêm os cânions no horizonte enquanto se está dentro d’água. O Morada SPA reúne piscina de borda infinita, saunas, salas de massagem, academia, biblioteca e espaços dedicados ao bem-estar. No Morada Tênis Club, uma partida acontece cercada pela natureza da serra.
A gastronomia ocupa outros momentos do dia, enquanto experiências como piquenique e a própria Rota Astronômica acrescentam maneiras diferentes de aproveitar a região.
Algumas dessas possibilidades são exclusivas para hóspedes. Outras também podem ser reservadas por quem está visitando Praia Grande e deseja conhecer a Morada sem necessariamente estar hospedado.
Talvez essa seja uma boa síntese do sul de Santa Catarina.
É possível chegar procurando os cânions e descobrir, poucos dias depois, que eles eram apenas uma das histórias que a região tinha para contar.