EQUILÍBRIO - Experiências pessoais em uma tarde no Morada SPA
- Equipe Morada
Pois a estrutura das nossas emoções integra o corpo físico com o mental, que é responsável por captar os estímulos externos e traduzir em forma de sentimentos e posteriores reações. Como descreve o pesquisador Esperidião (2008):
“Ademais, as emoções estão geralmente acompanhadas por respostas autonômicas, endócrinas e motoras esqueléticas – que dependem de áreas subcorticais do sistema nervoso –, as quais preparam o corpo para a ação. Com efeito, acredita-se que a ciência será capaz de explicar os aspectos biológicos relacionados à emoção, mas não o que é a emoção: esta permanece como uma questão prevalentemente filosófica.”
E por ser tão necessário o equilíbrio físico e emocional em uma realidade acelerada, o SPA se torna um lugar para organizarmos os nossos sentidos tendo o silêncio como aliado em um ambiente contemporâneo, que traz amplitude e dissipação de informações desnecessárias, que tanto carregam nossa mente no cotidiano. As massagens se tornam fundamentais por serem uma ponte para encontrarmos esse equilíbrio. Ferreira (2013) elucida que:
“O tato é um dos sentidos mais importantes, pois a comunicação pelo toque é simples e direta. Ela confirma a realidade percebida através de outros sentidos, sendo parte fundamental dos processos de comunicação humana. Possui um efeito direto sobre as capacidades de percepção e cognição e pode influenciar parâmetros fisiológicos como a respiração e o fluxo sanguíneo. Tocar é a principal dessas linguagens, pois ela atua nos sentidos e é capaz de ampliar nossa valorização do outro e do mundo em que vivemos, além de aprofundar nossa compreensão em relação a eles.”
Portanto, a dança entre pressão e alívio do toque das mãos resgatam memórias preciosas de cuidado e lembram o acalento de pessoas que foram gentis conosco desde a infância. Melhoram a circulação e nos remetem à uma rotina equilibrada, em que precisamos de descanso mas também de momentos imersivos, criando assim um fluxo. E em tudo que há movimento, consequentemente há vida.
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Referências:
ESPERIDIÃO, A. et al. Neurobiologia das emoções. Clin. Psychiatry (São Paulo) 35 (2), 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0101-60832008000200003
Ferreira FR, Callado LM. O afeto do toque: benefícios nos recém nascidos. Rev Med Saude Brasilia 2013; 2(2):112‐9 comunicação humana. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rmsbr/article/view/4015